Câmbio – Maneiras de se trocar moedas e formas de se carregar dinheiro em viagens ao exterior.

Uma situação rotineira com a qual todos que vão viajar para fora do Brasil  tem de lidar é com a troca de moedas e em como portar e utilizar esses valores no país de destino. Pretendo aqui dar algumas dicas aos pretensos viajantes sobre optar pelas diversas opções de câmbio, vantagens e desvantagens. A moeda levada em consideração aqui, por sua universalidade, será o dólar americano (mas as situações podem ser aplicadas a outras moedas, com variações de taxas e/ou tarifas, evidentemente).

As possibilidades de utilizar seu dinheiro no exterior podem ser as seguintes:

  1. Comprar um Cartão Pré-Pago
  2. Utilizar Cartão Internacional atrelado a uma conta de banco no Brasil na Função Débito
  3. Comprar Cheques de Viagem (Traveler’s Checks)
  4. Utilizar um Cartão Internacional na Função Crédito
  5. Comprar Dólares em Espécie

Tentarei dar mais detalhes de cada uma das possibilidades, mas já adianto que as mais vantajosas normalmente são a compra a débito ou o cartão pré-pago.

O primeiro grande susto que um turista de primeira viagem tem quando vai trocar moeda em alguma casa de câmbio é que aquela cotação do dia, “Dolar Turismo – Venda” bonitinha divulgada pelos jornais e sites de economia não é a que é aplicada pelas Casas de Câmbio e Bancos que operam câmbio. A cotação do dia, divulgada pelos meios de informação, é apenas uma base, os preços reais da moeda geralmente podem estar entre 3% até 7% mais caros do que o divulgado, a depender do local onde você trocará a moeda (existem diferenças significativas entre diferentes casas de câmbio e bancos de câmbio). Então vale a pena ligar em diferentes casas de câmbio de diferentes localidades e pesquisar as cotações, antes de qualquer outra decisão. É importante lembrar que muitas Casas de Câmbio e Bancos possuem serviços online pelos quais você pode realizar compras e receber em casa o dinheiro vivo, cartão ou traveler’s check.

Vamos abordar agora as possibilidades:

DÓLARES EM ESPÉCIE

Nada mais rápido do que ter dinheiro na mão, pegou, pagou, acabou. Nada de sistemas eletrônicos, redes ou baterias envolvidas na hora do pagamento. É importante para qualquer viajante portar dinheiro em espécie. Países da Europa podem exigir que os turistas portem pelo menos uma certa quantia para ingresso no país (nos EUA não fazem esse tipo de exigência). Carregar grandes quantidades de dinheiro em espécie não é prudente, entretanto, pois em caso de assaltos, diferentemente dos cartões, não existe seguro nem possibilidade de bloqueio, se o indivíduo for assaltado, vai perder toda a quantia. A não ser que se esteja viajando para um país muito inóspito, com baixa aceitação de cartões, é prudente carregar uma quantia em espécie mínima possível, para comprar algo em uma feira livre que não aceite cartões ou para dar de gorjeta para algum funcionário. Os dólares podem ser adquiridos por bancos que façam câmbio ou pelas casas de câmbio, localizadas em aeroportos, em shoppings de grandes capitais, em algumas agências de turismo, em grandes centros financeiros ou em regiões centrais de algumas cidades. As casas de câmbio dentro de aeroportos e os bancos costumam cobrar valores mais altos, enquanto que as casas de câmbio mais afastadas costumam ter melhores tarifas. No momento da compra, você vai pagar o valor cobrado no local (calculado com base na cotação do Dolar Turismo – Venda + porcentagem variável colocada pelo local) + imposto (IOF de 0,38%). Para se ter um exemplo, em um dia com cotação do dolar turismo-venda divulgada de 1,91, o melhor valor que encontrei (casa de cambio no centro da cidade) foi 1,96 e o pior 2,02 (bancos e casa de câmbio no aeroporto). Uma alternativa mais barata (porém menos segura e ilegal do ponto de vista financeiro) é negociar dólares no mercado paralelo.

  • Como adquirir: Comprar em Casas de Câmbio, em Bancos que façam câmbio, em Agências de Turismo que façam câmbio ou no mercado paralelo (doleiros).
  • Vantagens: Prontamente disponível, universalmente aceito.
  • Desvantagens: Altamente inseguro, difícil transportar grandes quantidades, valor do câmbio em determinados locais pode ser muito mais caro do que a cotação do dia.
  • Alternativas: Cartão de Débito, Cartão Pré-Pago, Traveler’s check, Cartão de Crédito.

CARTÃO DE CRÉDITO

Cartões de Crédito tem aceitação praticamente universal em todos os estabelecimentos em qualquer país desenvolvido ou em desenvolvimento. Sua utilização é simples e rápida e é muito mais seguro do que portar dinheiro em espécie. Sua principal desvantagem reside no elevado imposto que incide sobre as compras feitas fora do país na função crédito (IOF de 6,38% sobre o valor da compra). Outras coisas a serem consideradas são: os limites do cartão, que dependendo do portador e dos valores envolvidos podem se esgotar rapidamente e o fato de não ser possível prever o valor final da compra, pois a cotação do dólar usada na conversão será a do dia do fechamento da fatura, e não a do dia da compra. Caso seja necessário realizar saques para se obter dinheiro vivo com o cartão de crédito, as tarifas normalmente são salgadas, variando de banco para banco.

  • Como adquirir: O cartão pode ser negociado diretamente com administradoras de Cartões de Crédito (ex: Credicard) ou por intermédio de seu banco. Se você já tem um cartão de crédito, certifique-se de que o mesmo é internacional.
  • Vantagens: Amplamente aceito, ganha-se tempo extra antes de efetuar o pagamento final da fatura, segurança, obtenção de pontos ou milhas em programas do banco.
  • Desvantagens: Imposto elevado sobre as compras (IOF 6,38%), limite das compras está atrelado ao limite do cartão, valor final da compra imprevisivel (cotação do dólar utilizada será a do dia do fechamento da fatura), tarifas de saque altas.
  • Alternativas: Cartão de Débito, Cartão Pré-Pago, Traveler’s check, Dinheiro vivo.

TRAVELER’s CHECKS

Como o nome diz, são cheques de viagem. Podem ser comprados nos locais que operam câmbio já citado. O procedimento de compra é similar ao da moeda em espécie (inclusive o preço e o IOF de 0,38% pago no momento da compra) sendo no final entregue o cheque de viagem. Não há muito o que falar desse método. A aceitação ainda é razoável nos EUA, mas não é universal, e apresenta mais segurança do que o dinheiro vivo (o dinheiro pode ser reembolsado em caso de assalto). Com a chegada dos cartões de crédito pré-pagos, parecem ter perdido o sentido e talvez tendam a desaparecer. Mas, como os cheques normais, ainda continuam como uma opção e talvez sobrevivam para sempre.

  • Como adquirir: Casas de Câmbio, em Bancos que façam câmbio, em Agências de Turismo que façam câmbio.
  • Vantagens: Segurança (seguro, com possibilidade de reembolso se furtado), pode-se portar elevado valor com apenas uma folha (ao contrário das notas).
  • Desvantagens: Aceitação cada vez menor.
  • Alternativas: Cartão de Débito, Cartão Pré-Pago, Dinheiro vivo, Cartão de Crédito.

CARTÃO DE DÉBITO

Usar o cartão de débito no exterior é uma possibilidade, e é uma possibilidade que pode ser a mais atraente de todas. O consumidor compra e o valor é debitado direto da sua conta, com o banco realizando a conversão da moeda. Para isso, é preciso que o viajante possua uma conta em banco, possua um cartão de débito que esteja habilitado para uso no exterior (procure seu banco e verifique se o cartão está habilitado para uso fora do país e verifique o cartão, no caso da Visa Electron procure a bandeira PLUS e no MasterCard Maestro procure a bandeira Cirrus). As vantagens desse método são o imposto (IOF de 0,38%) bem menor do que no crédito (que é de 6,38%) e a segurança. Cuidado, entretanto, com as tarifas praticadas pelo seu banco (normalmente não há tarifas para compras, mas para saques podem diferer bastante de banco para banco), com o tipo de conversão utilizada (verifique com o banco se eles usam a cotação do dólar divulgada no dia ou se criam cotação própria) e com os limites para compra no débito (que muitas vezes podem ser baixos e impossibilitar a compra de eletrônicos mais caros ou passagens por exemplo). Ao usar o cartão, é importante lembrar ao vendedor que se quer pagar no débito, e não no crédito.

  • Como adquirir: Com algum banco de sua preferência.
  • Vantagens: Segurança, amplamente aceito, baixo imposto sobre as compras.
  • Desvantagens: Limites de compra normalmente baixos, valor de conversão e taxas de saque muito variáveis de banco para banco.
  • Alternativas: Cartão Pré-Pago, Dinheiro vivo, Cartão de Crédito, Traveler’s check.

CARTÃO PRÉ-PAGO

Eis aqui a bola da vez. Os cartões pré-pagos são o meio mais recente de se portar valores no exterior e a propaganda ao redor deles é grande, também não é por menos. Se o seu banco utiliza uma conversão do dólar muito acima da cotação nas compras a débito e se o seu limite de compras com o cartão de débito é baixo, os cartões pré-pago provavelmente são a melhor solução para portar valores no país de destino e se fazer compras. Trata-se de um meio que conta com a ampla aceitação da bandeira em questão (VISA Travel Money ou MasterCard Cash Passport ou AmeX Global Travel Card), seguro, que permite fazer saques em moeda se necessário (a tarifa vai depender da bandeira e de onde você fez o cartão, mas normalmente é menor se comparada aos cartões de débito e crédito). O cartão é comprado e carregado, preferencialmente com antecedência, em Casas de Câmbio ou Bancos. O valor mínimo para a primeira recarga varia dependendo de onde se comprou o cartão, mas gira em torno de US$200. Para as recargas posteriores, alguns locais exigem limites mínimos, outras não. O preço do dólar para a recarga normalmente é o mesmo que é utilizado para o câmbio em dinheiro vivo (em alguns locais, quando se está recarregando o cartão, da até para conseguir desconto de 1 ou 2 centavos se comparado com o dinheiro vivo). O IOF de 0,38% vai incidir só no momento da recarga, mas não quando o cartão for utilizado no país de destino. Algo chato aqui é o fato de que o cartão só pode ser recarregado com a mesma casa de câmbio ou banco onde foi feito. Esse procedimento pode ser feito pessoalmente ou por depósito identificado ou transferência para conta do local.

  • Como adquirir: Casa de Câmbio ou Banco que opere câmbio (pessoalmente, telefone ou internet).
  • Vantagens: Segurança, amplamente aceito, baixo imposto sobre as compras, tarifas de saque baixas, não há limites para as compras.
  • Desvantagens: Valores minimos para adquirir o cartão e para recarrega-lo dependendo de onde se compra, cotação do dólar usada na recarga sempre será a do local onde foi comprado o cartão, o cartão só pode ser recarregado onde foi comprado.
  • Alternativas: Cartão de Débito, Dinheiro vivo, Cartão de Crédito, Traveler’s check.

Mostrados os 5 métodos, exponho abaixo um exemplo prático:

“  Quero comprar um objeto de 100 dólares e a cotação do dia (da compra do dolar, compra do produto ou fechamento da fatura) do dolar turismo-venda é 1,85, com câmbio câmbio no mercado (casa de câmbio ou banco de câmbio) em 1,90.

Cartão de Débito: (100 x R$ 1,85*) + 0,38% = R$ 185,70
Cartão Pré-Pago: (100 x R$ 1,90) + 0,38% = R$ 190,72
Dolar em espécie: (100 x R$ 1,90) + 0,38% = R$ 190,72
Traveler’s Check: (100 x R$ 1,90) + 0,38% = R$ 190,72
Cartão de Crédito: (100 x R$ 1,85) + 6,38% = 196,80

* É importante verificar se o seu banco utiliza, para o débito, a cotação padrão do dólar turismo-venda ou se utiliza cotação própria (normalmente maior). Caso a cotação seja maior, pode não compensar se comparado ao cartão pré-pago. Além disso, não se esqueça que existem limites para compras com cartão de débito e os mesmos são baixos.  “

Espero ter contribuido para auxiliar os viajantes em sua decisão. Fiquem a vontade para comentar.

 

 

Principio.

Desde muito tempo atrás pretendia criar um site.

Sempre tive essa intenção pois frequentemente me pego querendo discutir assuntos e expor idéias e pontos de vista para um número maior de indivíduos, não apenas meus familiares e amigos, mas também estranhos. Que lugar melhor para se fazer isso do que na internet?

Após tentar diversas plataformas diferentes para a criação do site, volta o filho pródigo aos velhos sistemas conhecidos e estáveis, no caso o WordPress, um sistema de blog, me pareceu o mais adequado, simples e prático quanto as atualizações.

Mas isso daqui será um blog então? Mais um blog? Que coisa chata, fora de moda. Não pretendo criar um blog no conceito mais antigo da palavra (diário pessoal online). Vejo esse espaço mais como um local para divulgar informações e se pensar a respeito de diversos temas que interessam a grande parte das pessoas (e também a mim), dentre eles educação e cultura, saúde, viagens e turismo, dinheiro, filosofia e tecnologia. Esses serão os pilares dos textos e das atualizações.

E esse nome, OTEDI, de onde diabos vem isso? Como na vida, muitas vezes as explicações mais simples são as mais válidas. Não há nenhum significado especial, é um nome fácil de falar, simples, de poucas letras (o que é difícil encontrar para se registrar hoje na internet). Esse foi o critério de seleção, só isso. Sem teorias mirabolantes. Antigamente, quando tinha outras aspirações, cheguei a pensar em “Organização a Trabalho de Estudo e Difusão de Informação”, mas essa época não atualizava o site e nem chegui a fazer uma inauguração oficial, como essa daqui.

Enfim, chega de firula. Deixe-me começar a escrever os artigos.