Comprar em Atacadistas: quais as opções? Qual o melhor?

Nos dias de hoje, com economia mundial instável e preços de produtos e serviços variando bastante, fazer compras no supermercado tem sido um desafio para muitas pessoas que, independentemente da classe social, buscam melhores ofertas a fim de pagar valores mais justos pelos produtos que adquirem.

Nesse sentido, tem sido cada vez mais comum a procura por supermercados atacadistas pelos cidadãos comuns, em busca de bons preços. Antigamente o setor atacadista era frequentado principalmente por pessoas juridicas do setor de alimentação, tais como restaurantes, bares, lanchonetes, pizzarias e padarias. Hoje em dia, contudo, a população em geral descobriu que nesses locais é possível adquirir produtos para uso doméstico por bons preços, não necessariamente em embalagens de tamanho gigante.

Os próprios mercados atacadistas começaram a mudar sua forma de abordagem também, percebendo o fenômeno que alguns chamam de “atacarejo” (mistura de atacado com varejo), que consiste na ida de pessoas fisicas as lojas atacadistas para adquirir produtos em quantidade necessária apenas para uso doméstico ou rápido, ou seja, para realizar compras em varejo.

Há uma série de franquias de atacadistas e elas tem se expandido nos últimos anos. Com o objetivo de ajudar eventuais compradores dessas lojas, resolvi analisar algumas delas de acordo com a minha experiência pessoal, uma vez que sempre realizo pequenas compras nesse tipo de estabelecimento e consigo economizar de 10% a 50% se comparado a uma rede de hipermercado varejista tradicional (como Extra, Carrefour, Wal Mart). Entretanto, deixo claro desde já que a análise é uma mera opinião pessoal baseada na observação, não tem caráter científico ou mercadológico. Em caso de dúvida, cabe ao consumidor conhecer cada loja e as suas caracteristicas para fazer a opção que mais lhe agradar.

PRELIMINARES DA ANALISE:

O que foi levado em consideração?

PREÇO:

Como em quase todas as lojas do setor atacadista existem dois preços para cada produto (Preço Varejo e Preço Atacado) procurei observar os dois e as suas diferenças. Algumas lojas simplesmente não têm diferença entre um preço e outro (ou seja, para o consumidor não faz diferença comprar no atacado ou no varejo) e isso não é interessante para um comerciante por exemplo. Para classificar o preço, tomei por base tanto o preço do mesmo produto em um hipermercado de varejo quanto comparado com outros atacadistas

VARIEDADE DE PRODUTOS:

Outro fator importante para quem compra no varejo. Não adianta o mercado só oferecer pacotes enormes e opções limitadas de produtos. Algumas lojas são pequenas e tem pouca variedade, outras são maiores e com variedade bem ampla.

VELOCIDADE DAS FILAS:

Um fator que a meu ver é o que mais pode irritar alguém quando se compra em algumas lojas desse tipo de estabelecimento. Muitas vezes se passa mais tempo na fila do que nas compras, então achei importante comentar sobre isso.

O QUE FICOU DE FORA DA ANÁLISE?

Outros pontos importantes que não vou analisar mas que a meu ver eventualmente seriam úteis para alguns são: formas de pagamento (muitas dessas lojas não aceitam compras no Cartão de Crédito por exemplo, só aceitam débito ou dinheiro vivo), qualidade das frutas e verduras, presença ou não de açougue (alguns destes locais só vendem carnes congeladas), qualidade do atendimento (cordialidade dos funcionários e eficiência dos mesmos) e organização dos estacionamentos.

Como foram classificados os tópico avaliados?

Procurei usar a seguinte escala para cada tópico avaliado:

Péssimo < Ruim < Regular < Bom < Excelente

Onde estão as lojas analisadas?

Os mercados atacadistas que utilizei como base para emitir essa opinião estão localizados na cidade de São Paulo, em municípios da Grande São Paulo ou em cidades da Baixada Santista. Como muitas delas são grandes franquias, poderão ser encontradas por todo o Brasil.

ANALISE DAS REDES (Atacadão x Roldão x Assai x Tenda x Makro, Sam’s Club x Seta x Akki):

ATACADÃO
http://www.atacadao.com.br/
Preço Varejo: Excelente
Preço Atacado: Excelente
Variedade de Produtos: Excelente
Velocidade das Filas: Ruim

Comentário: Os preços do Atacadão são, de longe, os melhores que já encontrei em qualquer mercado, na maioria das produtos. Um exemplo que gosto de utilizar sempre é o de uma garrafa de Rum Bacardi, que no Atacadão mais de uma vez já comprei por R$ 15 enquanto em outros mercados o preço chegava a R$ 28 (quase o dobro). As lojas em geral são bem grandes e há uma variedade enorme de produtos, para uso doméstico ou comercial. Como nem tudo é um mar de rosas, também há inconvenientes, e o principal problema da rede a meu ver são as filas, muitas vezes bem demoradas. Como grande parte da população sabe dos preços baixos, o movimento do mercado é intenso e isso se reflete nas filas. Algumas lojas fornecem opções de filas de caixa-rápido para quem quer passar poucos volumes ou possuem um sistema no qual o funcionário utiliza um leitor de código de barras portátil e contabiliza toda a compra já na fila, sendo necessário no caixa apenas pagar, isso agiliza bastante. No frigir dos ovos, o Atacadão é o meu favorito. Contudo, como conheço o problema das filas, procuro ir ao mercado em momentos estratégicos: fora das sextas-feiras e dos finais de semana, fora dos 10 primeiros dias do mês (época de pagamentos) e nos períodos da manhã logo depois de abrir ou no final da tarde antes de fechar, as filas são menores e mais rápidas.

ROLDÃO
http://www.roldao.com.br/
Preço Varejo: Bom
Preço Atacado: Bom
Variedade de Produtos: Bom
Velocidade das Filas: Bom

Comentários: Um bom atacadista. Bons preços, boa velocidade nas filas e boa variedade de produtos.

ASSAI
http://www.assaiatacadista.com.br/
Preço Varejo: Regular
Preço Atacado: Bom
Variedade de Produtos: Bom
Velocidade das Filas: Regular

Comentário: Não tenho muito o que falar do Assai. Nas vezes que o frequentei, encontrei o que queria e paguei um preço razoavelmente justo, mais barato do que na maioria dos outros mercados varejistas mas no máximo na média para atacadistas. Existe uma boa variedade de produtos, apesar do fato de as lojas que frequentei não serem muito grandes.

TENDA
http://www.tendaatacado.com.br/
Preço Varejo: Regular
Preço Atacado: Regular
Variedade de Produtos: Regular
Velocidade das Filas: Excelente

Comentários: É o atacadista que eu mais utilizo por estar no caminho da minha casa. Os preços são razoáveis e a variedade de produtos não é grande, mas supre as necessidades básicas. O que me agrada bastante é a velocidade das filas. Na loja que frequento, sempre há caixas livres e pago as compras rapidamente.

MAKRO
http://www.makro.com.br/
Preço Varejo: Regular
Preço Atacado: Regular
Variedade de Produtos: Bom
Velocidade das Filas: Bom

Comentários: Tradicional rede, possui boa quantidade de produtos, as lojas costumam ser organizadas. Mas o preço em si não é nada revolucionário, na média dos outros atacadistas.

SAM’s CLUB
http://samsclub.com.br/
Preço Varejo: Ruim
Preço Atacado: Regular
Variedade de Produtos: Regular
Velocidade das Filas: Bom

Comentários: Os preços são muito bons para alguns itens em promoção, principalmente na compra de certa quantidade determinada por eles, mas na maioria dos demais itens os preços não fogem tanto da realidade varejista. Outro porém aqui é a necessidade de ter de se afiliar ao clube para poder fazer as compras, pois eles não se denominam “atacadistas” e sim “clube de compras”. Até pouco tempo atrás era necessária uma taxa para isso, hoje em dia não sei. Não acho que valha a pena.

SETA
http://www.setaatacadista.com.br/
Preço Varejo: Regular
Preço Atacado: Regular
Variedade de Produtos: Regular
Velocidade das Filas: Regular

Comentários: Loja mal organizada. Não vi diferença de preço para o atacado, o que me deu a entender que na verdade trata-se de um varejista disfarçado de atacadista. Serve mais como um mercado de bairro para quem mora perto. Se não mora perto, talvez não valha a viagem. Procure um atacadista com melhores preços.

AKKI
http://akkiatacadista.com.br/
Preço Varejo: Ruim
Preço Atacado: Regular
Variedade de Produtos: Ruim
Velocidade das Filas: Bom

Comentários: Preços ruins (lembram preços dos varejistas), variedade ruim, não gostei muito. Não havia filas, o que não me impressionou uma vez que a rede parece investir demais em quantidade de funcionários, o que acaba se refletindo nos preços. Havia também muitos funcionários com uniforme escrito “Prevenção” rondando toda a loja, e na saída o rapaz que confere as compras (procedimento padrão em praticamente todos os atacadistas) levou um tempo muito grande checando item por item. Desagradável. Não pretendo voltar.

Então é isso. Agora é hora de ir as compras.

Até um próximo artigo.

Câmbio – Maneiras de se trocar moedas e formas de se carregar dinheiro em viagens ao exterior.

Uma situação rotineira com a qual todos que vão viajar para fora do Brasil  tem de lidar é com a troca de moedas e em como portar e utilizar esses valores no país de destino. Pretendo aqui dar algumas dicas aos pretensos viajantes sobre optar pelas diversas opções de câmbio, vantagens e desvantagens. A moeda levada em consideração aqui, por sua universalidade, será o dólar americano (mas as situações podem ser aplicadas a outras moedas, com variações de taxas e/ou tarifas, evidentemente).

As possibilidades de utilizar seu dinheiro no exterior podem ser as seguintes:

  1. Comprar um Cartão Pré-Pago
  2. Utilizar Cartão Internacional atrelado a uma conta de banco no Brasil na Função Débito
  3. Comprar Cheques de Viagem (Traveler’s Checks)
  4. Utilizar um Cartão Internacional na Função Crédito
  5. Comprar Dólares em Espécie

Tentarei dar mais detalhes de cada uma das possibilidades, mas já adianto que as mais vantajosas normalmente são a compra a débito ou o cartão pré-pago.

O primeiro grande susto que um turista de primeira viagem tem quando vai trocar moeda em alguma casa de câmbio é que aquela cotação do dia, “Dolar Turismo – Venda” bonitinha divulgada pelos jornais e sites de economia não é a que é aplicada pelas Casas de Câmbio e Bancos que operam câmbio. A cotação do dia, divulgada pelos meios de informação, é apenas uma base, os preços reais da moeda geralmente podem estar entre 3% até 7% mais caros do que o divulgado, a depender do local onde você trocará a moeda (existem diferenças significativas entre diferentes casas de câmbio e bancos de câmbio). Então vale a pena ligar em diferentes casas de câmbio de diferentes localidades e pesquisar as cotações, antes de qualquer outra decisão. É importante lembrar que muitas Casas de Câmbio e Bancos possuem serviços online pelos quais você pode realizar compras e receber em casa o dinheiro vivo, cartão ou traveler’s check.

Vamos abordar agora as possibilidades:

DÓLARES EM ESPÉCIE

Nada mais rápido do que ter dinheiro na mão, pegou, pagou, acabou. Nada de sistemas eletrônicos, redes ou baterias envolvidas na hora do pagamento. É importante para qualquer viajante portar dinheiro em espécie. Países da Europa podem exigir que os turistas portem pelo menos uma certa quantia para ingresso no país (nos EUA não fazem esse tipo de exigência). Carregar grandes quantidades de dinheiro em espécie não é prudente, entretanto, pois em caso de assaltos, diferentemente dos cartões, não existe seguro nem possibilidade de bloqueio, se o indivíduo for assaltado, vai perder toda a quantia. A não ser que se esteja viajando para um país muito inóspito, com baixa aceitação de cartões, é prudente carregar uma quantia em espécie mínima possível, para comprar algo em uma feira livre que não aceite cartões ou para dar de gorjeta para algum funcionário. Os dólares podem ser adquiridos por bancos que façam câmbio ou pelas casas de câmbio, localizadas em aeroportos, em shoppings de grandes capitais, em algumas agências de turismo, em grandes centros financeiros ou em regiões centrais de algumas cidades. As casas de câmbio dentro de aeroportos e os bancos costumam cobrar valores mais altos, enquanto que as casas de câmbio mais afastadas costumam ter melhores tarifas. No momento da compra, você vai pagar o valor cobrado no local (calculado com base na cotação do Dolar Turismo – Venda + porcentagem variável colocada pelo local) + imposto (IOF de 0,38%). Para se ter um exemplo, em um dia com cotação do dolar turismo-venda divulgada de 1,91, o melhor valor que encontrei (casa de cambio no centro da cidade) foi 1,96 e o pior 2,02 (bancos e casa de câmbio no aeroporto). Uma alternativa mais barata (porém menos segura e ilegal do ponto de vista financeiro) é negociar dólares no mercado paralelo.

  • Como adquirir: Comprar em Casas de Câmbio, em Bancos que façam câmbio, em Agências de Turismo que façam câmbio ou no mercado paralelo (doleiros).
  • Vantagens: Prontamente disponível, universalmente aceito.
  • Desvantagens: Altamente inseguro, difícil transportar grandes quantidades, valor do câmbio em determinados locais pode ser muito mais caro do que a cotação do dia.
  • Alternativas: Cartão de Débito, Cartão Pré-Pago, Traveler’s check, Cartão de Crédito.

CARTÃO DE CRÉDITO

Cartões de Crédito tem aceitação praticamente universal em todos os estabelecimentos em qualquer país desenvolvido ou em desenvolvimento. Sua utilização é simples e rápida e é muito mais seguro do que portar dinheiro em espécie. Sua principal desvantagem reside no elevado imposto que incide sobre as compras feitas fora do país na função crédito (IOF de 6,38% sobre o valor da compra). Outras coisas a serem consideradas são: os limites do cartão, que dependendo do portador e dos valores envolvidos podem se esgotar rapidamente e o fato de não ser possível prever o valor final da compra, pois a cotação do dólar usada na conversão será a do dia do fechamento da fatura, e não a do dia da compra. Caso seja necessário realizar saques para se obter dinheiro vivo com o cartão de crédito, as tarifas normalmente são salgadas, variando de banco para banco.

  • Como adquirir: O cartão pode ser negociado diretamente com administradoras de Cartões de Crédito (ex: Credicard) ou por intermédio de seu banco. Se você já tem um cartão de crédito, certifique-se de que o mesmo é internacional.
  • Vantagens: Amplamente aceito, ganha-se tempo extra antes de efetuar o pagamento final da fatura, segurança, obtenção de pontos ou milhas em programas do banco.
  • Desvantagens: Imposto elevado sobre as compras (IOF 6,38%), limite das compras está atrelado ao limite do cartão, valor final da compra imprevisivel (cotação do dólar utilizada será a do dia do fechamento da fatura), tarifas de saque altas.
  • Alternativas: Cartão de Débito, Cartão Pré-Pago, Traveler’s check, Dinheiro vivo.

TRAVELER’s CHECKS

Como o nome diz, são cheques de viagem. Podem ser comprados nos locais que operam câmbio já citado. O procedimento de compra é similar ao da moeda em espécie (inclusive o preço e o IOF de 0,38% pago no momento da compra) sendo no final entregue o cheque de viagem. Não há muito o que falar desse método. A aceitação ainda é razoável nos EUA, mas não é universal, e apresenta mais segurança do que o dinheiro vivo (o dinheiro pode ser reembolsado em caso de assalto). Com a chegada dos cartões de crédito pré-pagos, parecem ter perdido o sentido e talvez tendam a desaparecer. Mas, como os cheques normais, ainda continuam como uma opção e talvez sobrevivam para sempre.

  • Como adquirir: Casas de Câmbio, em Bancos que façam câmbio, em Agências de Turismo que façam câmbio.
  • Vantagens: Segurança (seguro, com possibilidade de reembolso se furtado), pode-se portar elevado valor com apenas uma folha (ao contrário das notas).
  • Desvantagens: Aceitação cada vez menor.
  • Alternativas: Cartão de Débito, Cartão Pré-Pago, Dinheiro vivo, Cartão de Crédito.

CARTÃO DE DÉBITO

Usar o cartão de débito no exterior é uma possibilidade, e é uma possibilidade que pode ser a mais atraente de todas. O consumidor compra e o valor é debitado direto da sua conta, com o banco realizando a conversão da moeda. Para isso, é preciso que o viajante possua uma conta em banco, possua um cartão de débito que esteja habilitado para uso no exterior (procure seu banco e verifique se o cartão está habilitado para uso fora do país e verifique o cartão, no caso da Visa Electron procure a bandeira PLUS e no MasterCard Maestro procure a bandeira Cirrus). As vantagens desse método são o imposto (IOF de 0,38%) bem menor do que no crédito (que é de 6,38%) e a segurança. Cuidado, entretanto, com as tarifas praticadas pelo seu banco (normalmente não há tarifas para compras, mas para saques podem diferer bastante de banco para banco), com o tipo de conversão utilizada (verifique com o banco se eles usam a cotação do dólar divulgada no dia ou se criam cotação própria) e com os limites para compra no débito (que muitas vezes podem ser baixos e impossibilitar a compra de eletrônicos mais caros ou passagens por exemplo). Ao usar o cartão, é importante lembrar ao vendedor que se quer pagar no débito, e não no crédito.

  • Como adquirir: Com algum banco de sua preferência.
  • Vantagens: Segurança, amplamente aceito, baixo imposto sobre as compras.
  • Desvantagens: Limites de compra normalmente baixos, valor de conversão e taxas de saque muito variáveis de banco para banco.
  • Alternativas: Cartão Pré-Pago, Dinheiro vivo, Cartão de Crédito, Traveler’s check.

CARTÃO PRÉ-PAGO

Eis aqui a bola da vez. Os cartões pré-pagos são o meio mais recente de se portar valores no exterior e a propaganda ao redor deles é grande, também não é por menos. Se o seu banco utiliza uma conversão do dólar muito acima da cotação nas compras a débito e se o seu limite de compras com o cartão de débito é baixo, os cartões pré-pago provavelmente são a melhor solução para portar valores no país de destino e se fazer compras. Trata-se de um meio que conta com a ampla aceitação da bandeira em questão (VISA Travel Money ou MasterCard Cash Passport ou AmeX Global Travel Card), seguro, que permite fazer saques em moeda se necessário (a tarifa vai depender da bandeira e de onde você fez o cartão, mas normalmente é menor se comparada aos cartões de débito e crédito). O cartão é comprado e carregado, preferencialmente com antecedência, em Casas de Câmbio ou Bancos. O valor mínimo para a primeira recarga varia dependendo de onde se comprou o cartão, mas gira em torno de US$200. Para as recargas posteriores, alguns locais exigem limites mínimos, outras não. O preço do dólar para a recarga normalmente é o mesmo que é utilizado para o câmbio em dinheiro vivo (em alguns locais, quando se está recarregando o cartão, da até para conseguir desconto de 1 ou 2 centavos se comparado com o dinheiro vivo). O IOF de 0,38% vai incidir só no momento da recarga, mas não quando o cartão for utilizado no país de destino. Algo chato aqui é o fato de que o cartão só pode ser recarregado com a mesma casa de câmbio ou banco onde foi feito. Esse procedimento pode ser feito pessoalmente ou por depósito identificado ou transferência para conta do local.

  • Como adquirir: Casa de Câmbio ou Banco que opere câmbio (pessoalmente, telefone ou internet).
  • Vantagens: Segurança, amplamente aceito, baixo imposto sobre as compras, tarifas de saque baixas, não há limites para as compras.
  • Desvantagens: Valores minimos para adquirir o cartão e para recarrega-lo dependendo de onde se compra, cotação do dólar usada na recarga sempre será a do local onde foi comprado o cartão, o cartão só pode ser recarregado onde foi comprado.
  • Alternativas: Cartão de Débito, Dinheiro vivo, Cartão de Crédito, Traveler’s check.

Mostrados os 5 métodos, exponho abaixo um exemplo prático:

“  Quero comprar um objeto de 100 dólares e a cotação do dia (da compra do dolar, compra do produto ou fechamento da fatura) do dolar turismo-venda é 1,85, com câmbio câmbio no mercado (casa de câmbio ou banco de câmbio) em 1,90.

Cartão de Débito: (100 x R$ 1,85*) + 0,38% = R$ 185,70
Cartão Pré-Pago: (100 x R$ 1,90) + 0,38% = R$ 190,72
Dolar em espécie: (100 x R$ 1,90) + 0,38% = R$ 190,72
Traveler’s Check: (100 x R$ 1,90) + 0,38% = R$ 190,72
Cartão de Crédito: (100 x R$ 1,85) + 6,38% = 196,80

* É importante verificar se o seu banco utiliza, para o débito, a cotação padrão do dólar turismo-venda ou se utiliza cotação própria (normalmente maior). Caso a cotação seja maior, pode não compensar se comparado ao cartão pré-pago. Além disso, não se esqueça que existem limites para compras com cartão de débito e os mesmos são baixos.  “

Espero ter contribuido para auxiliar os viajantes em sua decisão. Fiquem a vontade para comentar.

 

 

Principio.

Desde muito tempo atrás pretendia criar um site.

Sempre tive essa intenção pois frequentemente me pego querendo discutir assuntos e expor idéias e pontos de vista para um número maior de indivíduos, não apenas meus familiares e amigos, mas também estranhos. Que lugar melhor para se fazer isso do que na internet?

Após tentar diversas plataformas diferentes para a criação do site, volta o filho pródigo aos velhos sistemas conhecidos e estáveis, no caso o WordPress, um sistema de blog, me pareceu o mais adequado, simples e prático quanto as atualizações.

Mas isso daqui será um blog então? Mais um blog? Que coisa chata, fora de moda. Não pretendo criar um blog no conceito mais antigo da palavra (diário pessoal online). Vejo esse espaço mais como um local para divulgar informações e se pensar a respeito de diversos temas que interessam a grande parte das pessoas (e também a mim), dentre eles educação e cultura, saúde, viagens e turismo, dinheiro, filosofia e tecnologia. Esses serão os pilares dos textos e das atualizações.

E esse nome, OTEDI, de onde diabos vem isso? Como na vida, muitas vezes as explicações mais simples são as mais válidas. Não há nenhum significado especial, é um nome fácil de falar, simples, de poucas letras (o que é difícil encontrar para se registrar hoje na internet). Esse foi o critério de seleção, só isso. Sem teorias mirabolantes. Antigamente, quando tinha outras aspirações, cheguei a pensar em “Organização a Trabalho de Estudo e Difusão de Informação”, mas essa época não atualizava o site e nem chegui a fazer uma inauguração oficial, como essa daqui.

Enfim, chega de firula. Deixe-me começar a escrever os artigos.